6.8.05

HÁ UMA DIFERENÇA ENTRE A VIDA E A SOBREVIVÊNCIA



A ciência médica confirma: há uma diferença entre Vida e sobrevivência. Há mais em estar vivo do que apenas ter batimentos cardíacos e actividade cerebral. Estar vivo, realmente vivo, é algo muito mais subtil e muito mais esplêndido. Os instrumentos medem a pressão sanguínea e a temperatura, mas ignoram a alegria, a paixão, o amor, todas as coisas que fazem a vida realmente valer a pena. Para tornar as nossas vidas importantes novamente, para realmente tirar o máximo delas, temos que redefini-las. Temos que descartar as definições meramente clínicas, em favor daquelas que têm muito mais a ver com o que nós realmente sentimos.
Quanto de vida vocês têm nas vossas próprias vidas? Quantas manhãs acordas sentindo-te verdadeiramente livre, vibrando por estar vivo, ofegantemente antecipando as experiências de um novo dia? Quantas noites adormeces sentindo-te preenchido, recordando os eventos do dia que passou com satisfação? A maioria de nós sente-se como se tudo já estivesse decidido sem o nosso consentimento, como se viver não fosse uma actividade criativa, mas algo que acontece connosco. Isso não é estar vivo, é apena s sobreviver: é ser um morto-vivo. Nós temos agentes funerários, mas os seus serviços não são frequentemente requeridos; temos cemitérios, mas gastamos a maior parte do tempo em escritórios, jogos electrónicos, centros comerciais, em frente das televisões. É lógico que as donas-de-casa de classe média e os executivos morram de medo do risco e da mudança; eles não conseguem imaginar que possa existir algo mais valioso do que a sua segurança física. Os seus corações podem estar a bater mas eles não acreditam mais nos seus sonhos, deixando-os para trás.
Mas é assim que a revolução começa: uns poucos começam a perseguir os seus sonhos, rompendo com os velhos padrões, abraçando os que amam (e no processo descobrindo o que odeiam), divagando, questionando, agindo fora das fronteiras da rotina e do conformismo. Os outros vêem-nos a fazer isso, vêem pessoas a preocupar-se em serem mais criativas e aventureiras, mais generosas e mais ambiciosas do que elas jamais imaginaram, e juntam-se a nós, um@ a um@. uma vez que um número suficiente de pessoas abrace esse novo modo de vida, um ponto de massa crítica é finalmente alcançado e a própria sociedade começa a mudar. A partir desse momento, o mundo vai começar a ser submetido a uma transformação: do assustador e alienígena lugar que ele é para um mundo repleto de possibilidades, em que as nossas vidas estão nas nossas mãos e qualquer coisa pode tornar-se realidade.
Portanto, faz o que quiseres da tua vida, o que quer que seja! Mas certifica-te que vais conseguir o que queres. Primeiro pensa cuidadosamente o que realmente é e como farás para consegui-lo. Analisa o mundo à tua volta, assim saberás que forças e pessoas estão a agir contra os teus desejos, e quais estão do teu lado. Nós estamos aqui fora, vivendo a vida ao máximo, à espera de ti! nos E.U.A. à boleia nos comboios, organizando protestos em escolas públicas, escrevendo cartas lindas como esta durante um pôr-do-sol num paraíso abandonado nos Pirinéus. E nós acabámos de fazer amor no wc da tua empresa, minutos antes de entrares nele durante a tua meia hora de almoço.
A vida está junto de nós esperando por ti, nos picos de montanhas não escaladas, nas fogueiras dos campos e em edifícios em chamas, nos braços de amantes que vão virar o seu mundo de cabeça para baixo. Junta-te a nós!
Crimethink
in "Acção Directa" Junho/Julho 2005.

SOBRE O ASSASSINATO DE VANESSA PEREIRA; UMA CERIANÇA DE 5 ANOS


Embora consideremos o assassino, o pai de Vanessa, uma pessoa muito doente(*), um toxicodependente, não o consideramos irresponsável. Porém, não podemos deixar de dizer que pelo sofrimento e morte de Vanessa há muitas pessoas que, para nós, são muito mais responsáveis por este crime do que o seu executor. Referimo-nos a quem ganha fortunas com o narcotráfico, por exemplo, guardas prisionais, banqueiros e os dirigentes desportivos que controlam um dos meios de lavagem do dinheiro da droga: os Bingos dos grandes clubes de futebol. Tendo em conta os seus disfarces, as "lições de moral" que pretende dar, é importante focar também o papel que a Igreja Católica desempenha no narcotráfico, mostrar, sobretudo, os volumosos cacaus que a sua organização bancária embolsa Sobre isto leia-se o artigo do "PÚBLICO" : O Banqueiro de Deus, que inserimos neste número 37 da "Acção Directa".
Relacionado com o citado crime, publicamos o seguinte excerto do artigo O Terrorismo da Igreja Católica, de Ana Sá Lopes (publicado no "PÚBLICO" de 15-5-2005):
E nesse vale tudo da demagogia, a Igreja Católica tem tido um papel maior. Se a hierarquia se mostra mais comedida, os seus pastores por esses campos fora não olham a meios.
Esta semana, no funeral da criança de cinco anos morta por maus tratos, o pároco de Lordelo do Ouro considerou o aborto mais grave que o infanticídio, porque "o aborto é matar alguém que não se pode defender", enquanto uma criança de cinco anos "podia gritar, acusar e ficava com marcas no corpo que outros podiam ver". Como Nuno Pacheco, director-adjunto do PÚBLICO, já escreveu ontem "é no mínimo revoltante, ou até infame".
A hierarquia da Igreja, até ao momento, não se pronunciou. O bispo do Porto escusou-se a comentar as declarações do padre Domingos Oliveira, afirmando desconhece-las -embora o país todo as conheça e o padre em questão seja vigário episcopal, uma espécie de representante do bispo para uma zona daquela diocese. Um destes dias, lá terá que vir o afável José Policarpo ou o seu porta-voz dizer que "não é bem assim", como fez com o padre do anúncio, Nuno Serras Pereira, que, em publicidade paga, informou que estava "impedido de dar a sagrada comunhão eucarística a todoa aqueles católicos que manifestamente têm perseverado em advogar, contribuir para, ou promover a morte de seres humanos inocentes". Entre estes, o padre incluía quem tomava a pílula ou utilizava o DIU [dispositivo intra-uterino].
As afirmações dos citados padres moãostram bem o seu descaramento e a sua desonestidade. Não foi há muito tempo, que em França, houve um caso judicial relacionado com o facto de alguns padres terem obrigado várias freiras a abortar. E o que significa as caveiras de recém-nascidos que surgem em terrenos adjacentes a conventos de freiras, em ruínas ou não?
João Pereira
(*) Como é sabido o pai de Vanessa não vai ser submetido a um tratamento da doença que o levou a agir criminosamente, mas vai sim passar a ser mais um cliente da máfia que controla as cadeias portuguesas.

F.A.I. - I.F.A.


"3) A constituição, nas zonas periféricas do capitalismo mundial, de uma laternativa prática internacionalista ao nacionalismo terceiro-mundista, no domínio da luta armada contra as forças repressivas, locais e mundiais.
A constituição, na base da articulação da acção directa e insurrecional das classes pobres e exploradas dos países atrasados e dominados, de amplas frentes revolucionária e armadas, em vastas áreas do globo (Américaa latina, por exemplo)."
(3º ponto do acordo de estratégia da FAI)
Fomos informados do que a polícia colombiana reprimiu brutalmente a Manifestação do 1º de Maio em Bogotá, tendo assassinado um jovemanarquista de 15 anos: NICOLAS DAVID NEIRA ALVAREZ.
Face a esta reprssão, o Movimento Libertário (M.L.) não se deve limitar a fazer meros protestos pacíficos. A repressão existente nas regiões latino-americanas, que são autênticas colónias do 4º Reich, além duma efectiva solidariedade internacional por parte do M.L., exige de facto, uma AUTODEFESA APROPRIADA, exige que os executores da agressão e seus mandantes ARQUEM COM AS CONSEQUÊNCIAS DOS SEUS ACTOS, PAGUEM CARO OS SEUS ACTOS REPRESSIVOS. O M.L., neste caso não deve tomar uma posição idêntica à assumida pelos trotsquistas portugueses do PSR, face ao cobarde assassinato de um dos seus militantes pelos Skins Nazis. Limitaram-se a chorar.
Na responsabilização da morte de Nicolas, não nos devemos esquecer de quem manda, efectivamente, na Colômbia, é a classe dirigente dos Estados Unidos da América. O referido assassínio, o assassínio de ecologistas no Brasil e outros factos similares vêm dar razão à FAI, mostram que a estratégia corresponde à situação existente. Na América Latina, como em outras áreas "subdesenvolvidas", de acordo com o que já disseram os irmãos Flores Magon, é necessário opor aos nacionalismos existentes uma FRENTE INTERNACIONAL ARMADA. Para derrotar o 4º Reich, é necessário uma OFENSIVA CONTINENTAL INSURRECIONAL, que se processe inclusive no seu território com a participação das vastas camadas sociais que, nos E.U.A., são discriminadas: negros, mexicanos,etc.
MORTE AOS ASSASSINOS DE NICOLAS!
VIVA A INSURREIÇÃO ARMADA!
VIVA A REVOLUÇÃO SOCIAL!
VIVA O COMUNISMO LIVRE!
23-5-2005 Grupo anarquista "Vermelho e Negro"- Federação Anarquista Ibérica

ABAIXO A FESTA DO TRABALHO ASSALARIADO!

Até á ecolosão da II Guerra Mundial, pretendia-se, com as manifestações no dia 1º de Maio, reforçar a união livre e solidária dos Explorados de todos os países, visava-se acentuar o carácter internacionalista de uma guerra social, que tinha como objectivo, não a transformação do proletariado numa classe do Estado, dominante ou não, mas sim a autolibertação dos trabalhadores do jugo do salariato e do Poder. As manifestações do "1º de Maio" eram então parte integrante de vastos e profundos movimentos sociais de trabalhadores de carácter nitidamente capitalista e revolucionário.
A partir da altura em que o movimento operário passou a ser enquadrado pelos apêndices sindicais dos partidos marxistas (sociais -democratas e leninistas), facto tornado possível pelas vitórias políticas dos marxistas-leninistas, no Leste europeu e nalguns países asiáticos e sobretudo, pela derrota do proletariado espanhol, na guerra civil de 1936, o "1º de Maio " passou a ser uma coisa completamente oposta ao que tinha sido até então.
Promovido por organizações sindicais burocrático-reformistas, corporativas e nacionalistas, o "1º de Maio" deixou de ser uma jornada de luta internacionalista e antimilitarista, para passar a ser o Dia da Festa do Trabalho Assalariado e, consequentemente, um meio de integração no sistema autoritário-capitalista das camadas sociais laboriosas.
Promovido por apêndices sindicais dos partidos políticos, o "1º de Maio" acabou por se integrar completamente no teatro político-mediático vigente. Hoje, em Portugal, por exemplo, as manifestações do "1º de Maio" são meros desfiles mediáticos das clientelas dos partidos da esquerda e de burocratas, além de alguns reformados saudosistas. Trata-se de actos políticos totalmente alheios aos graves problemas com que se debatem, hoje, as camadas mais exploradas e discriminadas do proletariado (por exemplo, os imigrantes, os jovens do trabalho precário e a juventude pobre que povoa as prisões portuguesas).
Como é evidente, não se combate este teatro político-mediático, em que se transformou o "1º de Maio", com meios político-teatrais, por exemplo, com outros desfiles legalizados, meramente ideológicos, isto é, sem nenhuma relação com lutas sociais de explorados. Só através de uma prática e de uma propaganda que visem o ressurgimento, no seio das camadas sociais proletarizadas, do anarcossindicalismo, do sindicalismo da ACÇÃO DIRECTA, se combate, efectivamente, toda a fantochada que o sindicalismo oficial protagoniza.
No próximo 1º de Maio, MANIFESTEMO-NOS CONTRA AS GUERRAS CAPITALISTAS E CONTRA A COLABORAÇÃO DE CLASSES, não só nos U.S.A e na Europa, mas também na América Latina, em Israel e na Palestina. A TODOS OS NACIONALISMOS, OPONHAMOS A GUERRA SOCIAL DOS EXPLORADOS CONTRA A BURGUESIA E A SUA ORGANIZAÇÃO : O ESTADO. MANIFESTEMO-NOS A FAVOR DUM MOVIMENTO INSURREECCIONAL DOS TRABALHADORES DO MUNDO INTEIRO, CONTRA OS CENTROS DIRIGENTES DO CAPITALISMO INTERNACIONAL.
Relizemos no 1º de Maio , junto ao metro de Alvalade, às 14h30m, uma contracção revolucionária, internacionalista e antimilitarista.
VIVA A REVOLUÇÃO SOCIAL ANARCO-COMUNISTA!
VIVA O COMUNISMO LIVRE!
MERDA PARA A DEMOCRACIA!
25-4-2005 Grupo Anarquista "Pedro KropoTkine"

LBERDADE PARA ANTÓNIO FERREIRA

...o abaixo-assinado se solidariedade com o nosso companheiro António Ferreira, que a FAI de Portugal realizou, foi entregue ao Presidente da República.
Apesar das tentativas de sabotagem da solidariedade com aquele anarquista, que incluíram inclusive intentos de agressão, por parte de vários marxistas, "neolibertários" e outros "anarco-democratas", a acção de apoio a António Ferreira tem vindo a concretizar-se. NINGUÉM CONSEGUIRÁ IMPEDIR O DESENVOLVIMENTO DA F.A.I.
SOLIDARIEDADE COM ANTÓNIO FERREIRA!
VIVA A F.A.I.!
Texto enviado pela Casa Civil do Presidente da República ao companheiro João Gabriel de Oliveira Morato Pereira:
"Em resposta ao abaixo-assinado de que V.Exa. é o primeiro subscritor, de 30 de Março último, que mereceu a melhor atenção, cumpre-me informar que o mesmo foi remetido ao Gabinete do Senhor Ministro da Justiça com o pedido de lhe serem prestadas as informações tidas por convenientes.
Com os melhores cumprimentos,
Pelo Chefe da Casa Civil: Carlos Gurdas (12-4-2005) doc. 1883
Segundo a Aministia Internacional (A.I.), os direitos humanos continuam a não ser respeitados em Portugal: em 2004, 70presos morreram, 2/3 dos quais presos preventivamente; os presos têm sido submetidos a um tratamento cruel, desumano e degradante (Claúdia Pedra, Presidente da Secção Portuguesa da A.I.).
Estes dados da A.I. vêm confirmar completamente o que António Ferreira tem afirmado e a "Acção Directa" tem publicado, sobre o que se passa nas prisões portuguesas.
in "Acção Directa" II Série, Nº37 Julho/Julho 2005

Em Memória de João Gabriel de Oliveira Morato Pereira


e daquilo que foi e consegui ser de positivo. Um companheiro seu dedica-lhe este blog1r