6.8.05

ABAIXO A FESTA DO TRABALHO ASSALARIADO!

Até á ecolosão da II Guerra Mundial, pretendia-se, com as manifestações no dia 1º de Maio, reforçar a união livre e solidária dos Explorados de todos os países, visava-se acentuar o carácter internacionalista de uma guerra social, que tinha como objectivo, não a transformação do proletariado numa classe do Estado, dominante ou não, mas sim a autolibertação dos trabalhadores do jugo do salariato e do Poder. As manifestações do "1º de Maio" eram então parte integrante de vastos e profundos movimentos sociais de trabalhadores de carácter nitidamente capitalista e revolucionário.
A partir da altura em que o movimento operário passou a ser enquadrado pelos apêndices sindicais dos partidos marxistas (sociais -democratas e leninistas), facto tornado possível pelas vitórias políticas dos marxistas-leninistas, no Leste europeu e nalguns países asiáticos e sobretudo, pela derrota do proletariado espanhol, na guerra civil de 1936, o "1º de Maio " passou a ser uma coisa completamente oposta ao que tinha sido até então.
Promovido por organizações sindicais burocrático-reformistas, corporativas e nacionalistas, o "1º de Maio" deixou de ser uma jornada de luta internacionalista e antimilitarista, para passar a ser o Dia da Festa do Trabalho Assalariado e, consequentemente, um meio de integração no sistema autoritário-capitalista das camadas sociais laboriosas.
Promovido por apêndices sindicais dos partidos políticos, o "1º de Maio" acabou por se integrar completamente no teatro político-mediático vigente. Hoje, em Portugal, por exemplo, as manifestações do "1º de Maio" são meros desfiles mediáticos das clientelas dos partidos da esquerda e de burocratas, além de alguns reformados saudosistas. Trata-se de actos políticos totalmente alheios aos graves problemas com que se debatem, hoje, as camadas mais exploradas e discriminadas do proletariado (por exemplo, os imigrantes, os jovens do trabalho precário e a juventude pobre que povoa as prisões portuguesas).
Como é evidente, não se combate este teatro político-mediático, em que se transformou o "1º de Maio", com meios político-teatrais, por exemplo, com outros desfiles legalizados, meramente ideológicos, isto é, sem nenhuma relação com lutas sociais de explorados. Só através de uma prática e de uma propaganda que visem o ressurgimento, no seio das camadas sociais proletarizadas, do anarcossindicalismo, do sindicalismo da ACÇÃO DIRECTA, se combate, efectivamente, toda a fantochada que o sindicalismo oficial protagoniza.
No próximo 1º de Maio, MANIFESTEMO-NOS CONTRA AS GUERRAS CAPITALISTAS E CONTRA A COLABORAÇÃO DE CLASSES, não só nos U.S.A e na Europa, mas também na América Latina, em Israel e na Palestina. A TODOS OS NACIONALISMOS, OPONHAMOS A GUERRA SOCIAL DOS EXPLORADOS CONTRA A BURGUESIA E A SUA ORGANIZAÇÃO : O ESTADO. MANIFESTEMO-NOS A FAVOR DUM MOVIMENTO INSURREECCIONAL DOS TRABALHADORES DO MUNDO INTEIRO, CONTRA OS CENTROS DIRIGENTES DO CAPITALISMO INTERNACIONAL.
Relizemos no 1º de Maio , junto ao metro de Alvalade, às 14h30m, uma contracção revolucionária, internacionalista e antimilitarista.
VIVA A REVOLUÇÃO SOCIAL ANARCO-COMUNISTA!
VIVA O COMUNISMO LIVRE!
MERDA PARA A DEMOCRACIA!
25-4-2005 Grupo Anarquista "Pedro KropoTkine"

2 Comments:

Blogger Jorge said...

Gostava que vissem o site www.ergonocracy.org - passos concretos para um novo regime

4:37 PM  
Blogger Jorge said...

Gostava que vissem o site www.ergonocracy.org - passos concretos para um novo regime

4:38 PM  

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